Banco do Japão vê inflação subjacente perto da meta de 2%
Kazuo Ueda disse que emprego apertado e demanda global por inteligência artificial ampliam a pressão sobre preços e deixam espaço para novos ajustes de juros.
O que aconteceu
- O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmou que a inflação subjacente está bastante próxima da meta de 2%.
- Ueda citou mercado de trabalho apertado, recuperação econômica moderada e custos de matérias-primas como fontes de pressão sobre os preços.
- A demanda global por inteligência artificial também estaria impulsionando investimento, exportações e preços de diferentes bens.
- O Banco do Japão se reúne em 29 e 30 de outubro e divulgará novas projeções trimestrais de crescimento e inflação.
O contexto da notícia
O banco central elevou os juros para 1,25% em setembro. Ueda disse que ajustar a taxa no ritmo adequado pode reduzir o risco de salto dos juros longos por temor de inflação excessiva.
A fala preserva a possibilidade de novos aumentos, mas não antecipa uma decisão. Dados, projeções e condições financeiras serão avaliados na reunião.
Por que isso importa
A política monetária japonesa influencia títulos, câmbio e fluxos globais de capital. Uma normalização gradual pode repercutir em mercados internacionais sem determinar, isoladamente, a trajetória dos ativos brasileiros.
Documento ou reportagem consultada
Esta notícia foi apurada a partir de publicação de Reuters, com declarações do Banco do Japão ao Parlamento, datada de 19/10/2026. Consulte a fonte informada para ver o documento ou a reportagem e eventuais atualizações.
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