CVM recebe proposta de piloto para tokenização de valores mobiliários
Minuta prevê testes supervisionados de emissão, negociação, custódia e liquidação em redes de registro distribuído antes de eventual aperfeiçoamento regulatório.
O que aconteceu
- O Grupo de Trabalho de Tokenização da CVM entregou ao Colegiado uma minuta para criar o Programa Piloto DLT CVM.
- A proposta abrange testes de emissão, oferta, distribuição, negociação, escrituração, custódia, depósito centralizado e liquidação em redes de registro distribuído.
- Ações, debêntures, certificados de recebíveis e cotas de fundos estão entre os instrumentos que poderão participar das operações experimentais.
- Os testes propostos durariam 60 dias, prorrogáveis por até 30, com acompanhamento da CVM e entrega de relatórios conclusivos.
O contexto da notícia
A entrega da minuta é uma etapa técnica e não equivale à aprovação definitiva do programa. O Colegiado ainda precisa analisar a proposta e os próximos atos oficiais definirão participantes e condições.
Tokenização altera a forma de registrar e movimentar ativos, mas não elimina risco de crédito, risco operacional, deveres de informação nem a necessidade de participantes autorizados.
Por que isso importa
O piloto pode fornecer evidências para futuras regras sobre infraestrutura digital no mercado de capitais. Para o investidor, a principal leitura é distinguir inovação tecnológica de autorização regulatória e garantia de retorno.
Documento ou reportagem consultada
Esta notícia foi apurada a partir de publicação de Comissão de Valores Mobiliários, datada de 16/09/2026. Consulte a fonte informada para ver o documento ou a reportagem e eventuais atualizações.
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