Dívida bruta sobe para 82,9% do PIB em agosto
Estatísticas fiscais do Banco Central mostram avanço mensal da dívida bruta e déficit nominal de R$ 115,9 bilhões no setor público consolidado.
O que aconteceu
- A dívida bruta do governo geral chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto, o equivalente a 82,9% do PIB, com aumento de 0,3 ponto percentual em relação a julho.
- A dívida líquida do setor público alcançou R$ 9,24 trilhões, ou 69,3% do PIB, avanço de 0,2 ponto percentual no mês.
- O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, abaixo dos R$ 17,3 bilhões observados no mesmo mês de 2025.
- Com juros nominais de R$ 105,9 bilhões, o déficit nominal do mês foi de R$ 115,9 bilhões; em 12 meses, somou R$ 1,26 trilhão, ou 9,48% do PIB.
O contexto da notícia
Dívida bruta, dívida líquida e resultado primário medem dimensões diferentes das contas públicas. A dívida bruta acompanha obrigações do governo geral; a líquida desconta ativos definidos na metodologia; e o resultado primário exclui os juros nominais.
A leitura também não é a mesma da Dívida Pública Federal divulgada pelo Tesouro. O relatório do Banco Central cobre o setor público consolidado e usa conceitos próprios, por isso os estoques não devem ser somados nem comparados como se fossem iguais.
Por que isso importa
O avanço da dívida e o custo dos juros influenciam a necessidade de financiamento do setor público e a percepção de risco. Para o leitor, o ponto principal é acompanhar trajetória, composição e resultado fiscal em conjunto, sem transformar uma única leitura mensal em previsão.
Documento ou reportagem consultada
Esta notícia foi apurada a partir de publicação de Banco Central do Brasil, datada de 30/09/2026. Consulte a fonte informada para ver o documento ou a reportagem e eventuais atualizações.
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