Imagem editorial INVEST1000 sobre Preço médio de FII: cálculo e exemplos
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Produção e revisão: Equipe Editorial INVEST1000

Educação financeira · Publicado em 08/09/2026 · Atualizado em 17/09/2026 · 21 min de leitura

Preço médio de FIIs · Guia completo

Preço médio de FII: como calcular compras, custos e alterações na posição

O preço médio de um FII é o custo de aquisição distribuído pelas cotas mantidas, considerando compras e custos aplicáveis. Ele não mede rendimento futuro, valor patrimonial nem qualidade do fundo.

Intenção de busca

Qual dúvida esta página resolve

A dúvida aparece após aportes em datas e preços diferentes. Este guia separa custo histórico, rendimento distribuído, valor patrimonial e preço de mercado.

O INVEST1000 foi desenhado para ser mais útil que uma resposta curta: cada explicação liga conceito, cálculo, limite e próximo passo. O objetivo é ajudar o leitor a enxergar as variáveis que mudam uma decisão, sem prometer resultado.

Some custo e cotas na mesma base

Se uma compra hipotética foi de 20 cotas a R$ 100 e outra de 30 a R$ 90, o custo antes de taxas é R$ 4.700 para 50 cotas: preço médio de R$ 94.

O peso de cada compra vem da quantidade de cotas, não apenas da cotação.

Média simples não responde à pergunta quando quantidades diferem.

Separe rendimento de custo

Rendimentos recebidos são eventos de caixa e não reduzem automaticamente o custo de aquisição registrado na posição.

Acompanhe-os em coluna própria para avaliar fluxo e retorno total.

Distribuição passada não é promessa de próximo rendimento.

Não troque preço médio por valor patrimonial

Preço médio é pessoal e histórico; valor patrimonial por cota decorre da metodologia e dos ativos do fundo.

Preço de tela, P/VP e custo de aquisição respondem a perguntas diferentes.

Desconto aparente não é conclusão automática sobre risco.

Registre emissões e direitos

Emissões, subscrições, grupamentos ou outros eventos podem mudar quantidade, desembolso e base de comparação.

Leia regulamento, fato relevante e comunicado antes de ajustar a planilha.

Uma nova cota pode ter regra diferente de compra comum.

Olhe concentração além do custo

Preço médio menor não reduz concentração, liquidez ou risco do portfólio.

Depois de calcular, confira quanto a posição representa no conjunto.

Reduzir o preço médio não é reduzir risco.

Exemplo hipotético: compare três cenários

Imagine uma pessoa que está estudando este tema e decidiu não agir pelo primeiro número. Ela cria um cenário conservador, um provável e um otimista. No conservador, considera margem menor e custo maior; no provável, usa uma rotina que consegue sustentar; no otimista, testa o melhor caso sem tratá-lo como promessa.

Esse exercício mostra qual variável realmente manda no resultado. Às vezes é o prazo. Em outras, é uma despesa esquecida, uma taxa, uma parcela, a inflação ou a ausência de reserva. Quando apenas o cenário otimista funciona, o plano ainda precisa de ajuste.

Próximo passo

Transforme leitura em prática

Abra a calculadora, altere uma premissa por vez e consulte o verbete para firmar o conceito. As ferramentas são gratuitas e funcionam no navegador.

Como revisar o plano sem recomeçar do zero

Escolha uma frequência de revisão compatível com o tema. Orçamento e dívidas costumam pedir acompanhamento mensal; metas longas podem ser revisitadas em intervalos maiores e também após uma mudança relevante de renda, família, prazo ou custo. O objetivo não é alterar tudo a cada oscilação, mas perceber cedo quando uma premissa deixou de representar a realidade.

Na revisão, compare o número planejado com o realizado e procure a causa da diferença. Separe um evento pontual de uma mudança recorrente: uma despesa extraordinária pede uma resposta; um custo que aumentou todos os meses pede outra. Registre a decisão tomada para que a próxima análise tenha histórico e não dependa apenas da memória.

Use calcular preço médio para testar a variável que mudou e consulte entender fii quando houver dúvida de conceito. Depois, confronte o cenário com o guia sobre P/VP de FII. Essa sequência transforma revisão em aprendizado e reduz mudanças impulsivas baseadas em um único resultado.

Checklist antes de tomar uma decisão real

Confirme objetivo, data, custo total, liquidez, impacto no orçamento, regra contratual e risco de uma mudança de renda. Quando houver crédito, leia CET, juros, tarifas e condições de quitação. Quando houver investimento, leia emissor, prazo, custos, impostos e documentos oficiais.

Antes de escolher, escreva também o que faria você abandonar o plano: uma queda de renda, aumento de despesas, uso antecipado do dinheiro ou mudança de prioridade. Definir esse limite com antecedência reduz a chance de insistir em uma decisão que deixou de caber na vida real.

Depois, guarde a pergunta que ainda ficou aberta e siga pelos links internos. Compare também com P/VP de FII. Uma boa decisão financeira raramente nasce de uma página isolada; ela melhora quando o leitor conecta as partes.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Respostas diretas para interpretar o tema com contexto.

Existe uma resposta pronta para este caso?

Não. preço médio de fiis depende de objetivo, prazo, orçamento, liquidez, custos, riscos e regras aplicáveis. O guia organiza perguntas para uma decisão mais consciente.

Qual ferramenta usar primeiro?

Comece por Calcular preço médio. Altere uma premissa por vez e volte ao texto para interpretar o resultado com calma.

Posso usar meus próprios valores?

Sim. As calculadoras processam as premissas no navegador. Use valores que você consiga conferir e compare mais de um cenário.

Por que o artigo liga para outros conteúdos?

Uma decisão financeira depende de conceitos conectados. Os links conduzem de uma dúvida inicial a uma trilha de estudo mais completa.

Revisão e segurança

Fontes e limites deste conteúdo

Conteúdo educacional produzido e revisado pela Equipe Editorial INVEST1000. Não recomenda produto, crédito, investimento, instituição, corretora ou decisão individual. Os exemplos são hipotéticos e não usam cotações ou ofertas.

Guia operacional

Preço médio de FII do documento ao saldo final

Preço médio é uma memória de custo, não uma cotação de referência. A conta precisa explicar quanto custaram as cotas que ainda pertencem ao investidor depois de compras, vendas e eventos documentados. Para isso, quantidade e custo total caminham juntos: cada aquisição aumenta os dois; uma venda parcial reduz os dois proporcionalmente; e eventos como amortização, subscrição, desdobramento, grupamento ou incorporação exigem leitura do comunicado aplicável antes de qualquer ajuste.

Este guia considera pessoa física residente no Brasil e cotas de fundos imobiliários negociadas no país. Ele não substitui nota de negociação, informe, extrato, comunicado do administrador, orientação da Receita ou análise profissional de evento atípico. Os exemplos são hipotéticos, não usam cotação atual e não recomendam compra ou venda.

1. Fórmula do preço médio de FII

A fórmula básica é preço médio = custo total acumulado ÷ quantidade total de cotas. O custo inclui o valor efetivamente destinado às aquisições e os custos documentados necessários às operações, conforme a regra aplicável. A quantidade é a posição do mesmo fundo e do mesmo titular, já conciliada entre corretoras.

ComponenteEntra na memóriaCuidado
Compra de cotasQuantidade e desembolso da aquisiçãoUse a nota, não a cotação atual
Custos da compraCustos documentados atribuíveis à operaçãoNão conte a mesma despesa duas vezes
Nova subscrição integralizadaCotas recebidas e valor efetivamente integralizadoDireito recebido não é cota antes da integralização
Rendimento distribuídoFica fora do custo de aquisiçãoRegistre em trilha de rendimentos
Cotação e valor patrimonialFicam fora do custo históricoServem a outras análises, não à memória fiscal
Venda parcialBaixa quantidade e custo proporcionalNão recalcula a média como nova compra
AmortizaçãoExige ajuste conforme informe e comunicadoNão classifique automaticamente como rendimento

Exemplo inicial: 80 cotas custam R$ 7.608,00 com despesas incluídas; depois, 40 cotas custam R$ 4.324,00. O custo acumulado é R$ 11.932,00 e a quantidade é 120. O preço médio passa a R$ 99,433333 por cota. Arredondar para exibição é aceitável, mas a memória deve preservar casas suficientes para que uma venda futura não acumule diferença artificial.

Média simples seria errada. Somar R$ 95 e R$ 108 e dividir por dois ignoraria que as compras tiveram quantidades diferentes. O cálculo correto pondera cada preço pela quantidade e incorpora os custos atribuídos. A calculadora de preço médio ajuda a conferir a matemática básica, mas não lê notas nem interpreta eventos do fundo.

2. Documentos que sustentam a conta

Uma planilha confiável deve poder ser refeita por outra pessoa a partir dos documentos. Reúna notas de negociação, extratos de custódia, comprovantes de subscrição, comunicados e fatos relevantes, informes de rendimentos, memória da declaração anterior e registros de transferências entre corretoras. Relatório pronto da corretora é apoio, não substituto do histórico, porque pode começar no dia da transferência ou usar uma base diferente.

  1. Ordene operações e eventos por data.
  2. Separe cada FII pelo CNPJ e código vigente no período.
  3. Registre quantidade, preço, desembolso e custos de cada compra.
  4. Rateie custos de notas com vários ativos por método consistente e documentado.
  5. Concilie quantidade com o extrato depois de cada evento relevante.
  6. Guarde a fonte e uma observação para todo ajuste que não seja compra ou venda comum.

A nota de negociação confirma a operação e as despesas do pregão. O extrato confirma movimentação e quantidade, mas pode não mostrar o custo histórico completo. O comunicado do administrador explica amortização, emissão, incorporação ou troca. A declaração anterior fornece o custo de abertura. Quando dois documentos divergem, não altere o preço médio para fazê-los coincidir: encontre o evento ausente.

3. Compras, taxas e arredondamento

Em cada compra, registre o custo efetivo em reais. Se a nota contém uma única operação, a associação dos custos tende a ser direta. Se contém vários ativos, documente o critério de rateio compatível com a nota e preserve a soma total. Custos de venda são tratados na venda líquida; não devem ser adicionados ao custo remanescente como se fossem nova aquisição.

Evite arredondar o preço médio a duas casas no meio do caminho. Mantenha o custo total em centavos e o preço médio com seis ou mais casas na memória. Na venda, calcule o custo baixado pela quantidade vendida multiplicada pela média vigente e só então arredonde o resultado monetário. Depois, confira se custo baixado mais custo remanescente recompõe o custo anterior, descontados eventos documentados.

EventoQuantidadeCusto do eventoQuantidade acumuladaCusto acumuladoPreço médio
Compra A80R$ 7.608,0080R$ 7.608,00R$ 95,100000
Compra B40R$ 4.324,00120R$ 11.932,00R$ 99,433333
Compra C30R$ 2.856,00150R$ 14.788,00R$ 98,586667

O exemplo mostra por que “baixar o preço médio” não significa recuperar perda nem reduzir risco. A terceira compra reduz a média unitária, mas eleva quantidade, custo total e exposição. Preço médio é consequência contábil da posição, não argumento suficiente para aumentar concentração.

4. Venda parcial: o que muda e o que permanece

Uma venda parcial não é nova compra. Para baixar o custo, multiplique a quantidade vendida pelo preço médio vigente antes da venda. A posição remanescente conserva o mesmo custo médio unitário, salvo ajuste documentado posterior. A Receita explica no manual do ReVar que, em posição comprada, somente novas compras impactam o custo médio; vendas são fatos que podem gerar apuração de imposto.

Continuando o exemplo, a posição tem 150 cotas, custo de R$ 14.788,00 e preço médio de R$ 98,586667. Uma venda de 60 cotas baixa R$ 5.915,20 de custo. Restam 90 cotas e R$ 8.872,80 de custo, mantendo R$ 98,586667 por cota. O valor de venda e os custos de saída entram separadamente na apuração do ganho ou da perda.

Se as 60 cotas forem vendidas por R$ 6.420,00 líquidos, o resultado hipotético é R$ 504,80: venda líquida de R$ 6.420,00 menos custo baixado de R$ 5.915,20. O resultado mensal, o IRRF, eventuais prejuízos compensáveis e o DARF pertencem ao controle tributário; eles não são somados ao custo das 90 cotas restantes. Consulte o guia de Imposto de Renda em FIIs.

Ao zerar a posição, o custo remanescente deve chegar a zero, sujeito à conciliação de centavos. Se houver recompra posterior, inicie a nova posição com os custos das novas aquisições, sem ressuscitar o preço médio antigo. O histórico da venda, o ganho ou prejuízo e eventual saldo compensável continuam guardados em suas próprias trilhas.

5. Amortização não é rendimento comum

Amortização é devolução de capital e precisa ser identificada pelo informe e pelo comunicado do fundo. Quando o documento indicar redução da base, diminua o custo total da posição sem alterar automaticamente a quantidade. Com a mesma quantidade e custo menor, o preço médio fiscal também diminui. Não trate o crédito como rendimento apenas porque entrou na conta.

Exemplo: 100 cotas têm custo de R$ 10.200,00. O fundo comunica amortização total de R$ 700,00 com tratamento de redução do custo. A nova base passa a R$ 9.500,00, ou R$ 95,00 por cota. Se houver venda posterior, ela usa essa base ajustada. Se o valor amortizado ultrapassar o custo disponível ou o documento trouxer tratamento diferente, pare a automação da planilha e confirme a regra aplicável.

Registre data, valor por cota, quantidade elegível, valor total, documento e efeito adotado. Distribuição de rendimento, amortização e venda podem cair na mesma conta bancária, mas têm naturezas diferentes. Misturá-las produz erro no custo, no rendimento anual e na apuração da venda.

6. Subscrição, direitos e sobras

O direito de preferência não vira cota apenas por aparecer na custódia. Primeiro identifique a quantidade de direitos, o período de exercício, o preço de emissão, as datas de liquidação e a entrega efetiva das novas cotas. Quando a subscrição é integralizada e as cotas entram na posição, some o valor efetivamente pago e custos atribuíveis ao custo total e acrescente as cotas recebidas à quantidade.

Exemplo: depois da venda parcial, existem 90 cotas por R$ 8.872,80. O investidor integraliza 20 novas cotas por R$ 1.840,00 no total. A posição passa a 110 cotas por R$ 10.712,80, preço médio de R$ 97,389091. O preço da emissão isolado não substitui a média ponderada da posição anterior.

Direitos negociados, cessões, sobras, recibos e frações podem ter documentação e efeitos próprios. Não misture o código temporário com as cotas definitivas antes da conversão. Registre cada etapa e só consolide quando a quantidade final estiver confirmada. Se houver venda de direito, apure o evento de acordo com a regra aplicável em vez de reduzir arbitrariamente o custo das cotas.

7. Desdobramento, grupamento, incorporação e liquidação

Desdobramento e grupamento alteram a quantidade por uma proporção oficial e, em regra matemática, preservam o custo total. Se 100 cotas por custo total de R$ 9.500,00 forem desdobradas na proporção de 1 para 10, passam a 1.000 cotas e o preço médio unitário vai de R$ 95,00 para R$ 9,50. Não registre uma compra hipotética.

Incorporação, fusão, cisão, conversão de recibos, troca de administrador, mudança de código, resgate e liquidação exigem o documento específico. A relação de troca pode criar nova quantidade, pagamento em dinheiro, fração ou mais de um ativo sucessor. Transporte o custo com base na orientação do evento e guarde a memória; não use a cotação do dia como atalho para inventar um custo.

EventoQuantidadeCusto totalDocumento decisivo
DesdobramentoAumenta pela proporçãoGeralmente preservadoComunicado e extrato
GrupamentoDiminui pela proporçãoGeralmente preservadoComunicado e tratamento de frações
Subscrição integralizadaAumenta com novas cotasAumenta pelo desembolso atribuívelComprovante, comunicado e extrato
AmortizaçãoPode permanecerPode ser reduzidoInforme e comunicado
IncorporaçãoSegue relação de trocaTransportado conforme eventoFato relevante e informe
LiquidaçãoPode chegar a zeroBaixa conforme pagamentos e regrasComunicados finais e informe

O campo “geralmente” é intencional: a matemática simples descreve o caso comum, mas não substitui o documento. Quando houver frações vendidas, dinheiro adicional ou dois ativos sucessores, mantenha uma ponte entre custo antigo, valores recebidos e novos custos até a soma fechar.

8. Mesmo FII em várias corretoras

O preço médio pertence ao titular e à posição no mesmo ativo, não à tela de cada corretora. Se 50 cotas estão na corretora A e 70 na corretora B, consolide 120 cotas e todo o custo documentado. Preserve uma coluna de origem para localizar notas e extratos, mas não calcule médias fiscais independentes só porque os custodiantes são diferentes.

Transferência de custódia não é compra nem venda. Ela move quantidade entre intermediários e deve conservar a memória de custo. Se a instituição de destino exibir preço de transferência, cotação do dia ou custo zerado, não substitua o histórico. Concilie a saída de uma corretora com a entrada na outra e mantenha o custo anterior.

Quando compras ocorreram em corretoras diferentes no mesmo pregão, consolide os documentos e faça o rateio de custos sem duplicar valores. Ao vender por uma corretora, a baixa usa o preço médio consolidado da posição, não apenas a média mostrada por aquele intermediário.

9. Conciliação que detecta erro

Feche quantidade e custo depois de cada movimento. A identidade de controle é: custo inicial + custo de aquisições + custos incorporados − custo das cotas vendidas − reduções documentadas por amortização ± ajustes de eventos = custo final. Para quantidade, use posição inicial + cotas adquiridas − cotas vendidas ± eventos = posição final.

O custo final dividido pela quantidade final deve reproduzir o preço médio guardado. A quantidade deve bater com a custódia. O custo em 31 de dezembro deve conversar com a declaração, sem ser atualizado por cotação. Rendimentos devem fechar com os informes sem entrar nessa equação. Resultados de vendas devem fechar com a apuração mensal sem alterar a posição restante.

DivergênciaCausa provávelVerificação
Quantidade não fechaVenda, transferência, subscrição ou evento ausenteExtratos e comunicados em ordem cronológica
Custo alto demaisCotação usada como custo ou despesa duplicadaNotas e critério de rateio
Custo baixo demaisCompra ou transferência antiga sem históricoDeclaração anterior e notas
Média mudou após vendaVenda tratada como nova médiaCusto baixado pela média anterior
Rendimento reduziu custoDistribuição confundida com amortizaçãoInforme e natureza do crédito
Duas médias para o mesmo FIICorretoras tratadas como posições fiscais separadasConsolidação por titular e ativo

10. Exemplos auditáveis

Exemplo A: três compras e uma venda

As três compras do exemplo somam 150 cotas e R$ 14.788,00, preço médio de R$ 98,586667. A venda de 60 cotas baixa R$ 5.915,20. Sobram 90 cotas por R$ 8.872,80. Se a venda líquida foi R$ 6.420,00, o ganho hipotético é R$ 504,80. Custos da venda já considerados no valor líquido não entram novamente na posição.

Exemplo B: amortização depois da venda

Nas 90 cotas remanescentes, uma amortização documentada de R$ 4,00 por cota reduz o custo em R$ 360,00. A posição passa de R$ 8.872,80 para R$ 8.512,80, ou R$ 94,586667 por cota. A quantidade continua 90. O lançamento guarda o informe que justificou o ajuste.

Exemplo C: subscrição posterior

Depois da amortização, 20 cotas são integralizadas por R$ 1.840,00. O custo vai para R$ 10.352,80 e a quantidade para 110. O novo preço médio é R$ 94,116364. A ordem dos eventos importa: aplicar subscrição antes da amortização por cota poderia produzir valor diferente se a quantidade elegível não fosse a mesma.

Exemplo D: transferência de custódia

As 110 cotas são transferidas da corretora A para a B. Quantidade e custo permanecem 110 e R$ 10.352,80. A instituição B exibe R$ 101,00 como “preço de entrada”, mas esse número não substitui o preço médio histórico de R$ 94,116364. A planilha registra apenas a mudança de custodiante.

Exemplo E: venda de metade da posição

A venda de 55 cotas baixa R$ 5.176,40 de custo. Restam 55 cotas por R$ 5.176,40, com a mesma média de R$ 94,116364. O ganho ou a perda depende da venda líquida e é levado para a apuração mensal de FII/FIAGRO.

11. Roteiro final em 14 passos

  1. Defina o mesmo titular e o mesmo FII.
  2. Recupere quantidade e custo de abertura.
  3. Reúna notas, extratos, informes e comunicados.
  4. Ordene tudo por data.
  5. Some compras pelo custo efetivo documentado.
  6. Rateie custos de notas múltiplas sem duplicação.
  7. Consolide corretoras e preserve a origem dos documentos.
  8. Baixe vendas pela média vigente antes da venda.
  9. Separe custos de venda da posição remanescente.
  10. Não reduza custo por rendimento distribuído.
  11. Aplique amortização somente com tratamento documentado.
  12. Registre subscrições e eventos na data correta.
  13. Concilie quantidade, custo e preço médio após cada evento.
  14. Guarde a memória usada na declaração e na apuração mensal.

Para transformar a memória em declaração anual, consulte como declarar fundos imobiliários. Para prejuízos, use o guia de compensação de perdas em ações e FIIs.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre preço médio de FII

Venda parcial muda o preço médio?

Não por si só. Ela baixa quantidade e custo pela média vigente; as cotas restantes preservam a média unitária.

Rendimento recebido reduz o preço médio?

Não automaticamente. Rendimento e custo são trilhas diferentes. Amortização documentada pode exigir redução da base.

Posso usar a cotação da corretora?

Não para substituir o custo histórico. Cotação mede mercado; preço médio registra aquisições e ajustes documentados.

Tenho duas corretoras. São duas médias?

Não para o mesmo titular e ativo. Consolide a posição e preserve as notas de cada origem.

Subscrição entra no preço médio?

Quando integralizada e convertida em cotas, o desembolso atribuível e as cotas recebidas entram na média ponderada.

Desdobramento gera ganho?

A mudança proporcional de quantidade não cria valor sozinha. Ajuste quantidade e média preservando o custo total, conforme o evento.

Amortização sempre reduz custo?

Confira informe e comunicado. Não automatize evento complexo nem valor que exceda a base disponível.

A calculadora faz a apuração fiscal?

Não. Ela confere a matemática básica; documentos e regras oficiais sustentam a apuração real.

Atualização e fontes

Regras conferidas em 17/09/2026

A Receita Federal informa no manual do ReVar que novas compras impactam o custo médio e que vendas podem gerar imposto; também orienta a declaração de fundos, o controle mensal de FII/FIAGRO e a tributação de ganhos líquidos. A solução de consulta citada detalha que custos e despesas necessários, como corretagem e emolumentos documentados, podem integrar a apuração.

Conclusão

Use este guia para trocar impulso por processo: entender o conceito, testar hipótese, consultar fonte e revisar o plano quando a vida mudar. Educação financeira é útil justamente quando melhora a próxima pergunta, e não quando finge que existe uma resposta perfeita para todos.

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Ficha editorial

Produtor: Equipe Editorial INVEST1000 · Revisor: Equipe Editorial INVEST1000 · Status: publicado · Finalidade: educação financeira · Publicação: 08/09/2026 · Atualização: 17/09/2026

Fontes de contexto: Caderno de Educação Financeira do Banco Central e Portal do Investidor da CVM. Ver critérios de fonte, autoria e publicação.