Google e McKinsey fecham acordo para remoção de carbono no Brasil
Contratos preveem a compra de 320 mil toneladas de créditos em dez anos e apoiam a restauração de 8,7 mil hectares de pastagens degradadas.
O que aconteceu
- Google e McKinsey concordaram em comprar 320 mil toneladas de créditos de remoção de carbono ao longo de dez anos.
- Os contratos apoiarão um projeto da Working Trees que integra árvores e pecuária em áreas da Amazônia e do Cerrado.
- A etapa financiada prevê restaurar 8,7 mil hectares de pastagens degradadas ou semidegradadas dentro de um projeto mais amplo de 50 mil hectares.
- O modelo mantém áreas de pasto entre fileiras de árvores nativas e comerciais e busca combinar sequestro de carbono, pecuária e receita futura de madeira.
O contexto da notícia
Os compromissos de compra de longo prazo podem dar previsibilidade financeira ao projeto, mas os créditos dependem de medição, verificação, permanência e regras de integridade.
A operação ocorre enquanto empresas de tecnologia buscam compensar parte das emissões associadas à expansão de infraestrutura de inteligência artificial.
Por que isso importa
O acordo mostra como contratos corporativos podem financiar restauração e tecnologias climáticas. Crédito de carbono não substitui redução direta de emissões e não deve ser tratado como garantia de impacto sem verificação independente.
Documento ou reportagem consultada
Esta notícia foi apurada a partir de publicação de Reuters, com a Symbiosis Coalition e a Working Trees, datada de 19/10/2026. Consulte a fonte informada para ver o documento ou a reportagem e eventuais atualizações.
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