Copom mantém Selic em 13,75% e interrompe ciclo de cortes
Decisão unânime preservou a taxa básica e retirou do comunicado a sinalização de novos cortes, diante da elevação dos riscos para a inflação.
O que aconteceu
- O Comitê de Política Monetária manteve, por unanimidade, a meta da taxa Selic em 13,75% ao ano.
- A decisão interrompe uma sequência de cinco reduções consecutivas, que havia levado a taxa de 15% para 13,75% entre março e setembro de 2026.
- O comunicado retirou a indicação de novos cortes e afirmou que a política monetária deve permanecer restritiva para assegurar a convergência da inflação à meta.
- As projeções do cenário de referência foram elevadas para 5,6% em 2026, 4,7% em 2027 e 3,5% no horizonte relevante de 18 meses.
O contexto da notícia
A manutenção da meta não congela as taxas cobradas ou pagas no mercado. Juros bancários, títulos públicos e privados também refletem prazo, risco de crédito, liquidez, impostos e expectativas para inflação e política fiscal.
A ata, prevista para 10 de novembro, deverá detalhar a avaliação do comitê. O comunicado já confirma a decisão, mas não garante por quanto tempo a Selic permanecerá no nível atual.
Por que isso importa
A pausa muda a referência imediata para crédito e renda fixa e mostra que o Copom passou a dar mais peso aos riscos inflacionários e fiscais depois do ciclo de redução iniciado em março.
Documento ou reportagem consultada
Esta notícia foi apurada a partir de publicação de Banco Central do Brasil — comunicado da 282ª reunião do Copom, datada de 04/11/2026. Consulte a fonte informada para ver o documento ou a reportagem e eventuais atualizações.
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